segunda-feira, 13 de abril de 2015


Começou hoje mais uma semana de trabalho, acordei cedissimo, meti qualquer coisita no bucho e lá vou eu ganhar algum e esperar que ninguém me chateie. Tudo muito bem, passa uma hora, passam duas e eu a pensar:
"Bem, hoje nem parece segunda-feira, de tão calmo que isto anda, ninguém está mal-disposto, reina a boa-disposição e ainda por cima está na hora da minha pausa!..."...e lá fui eu todo contente para relaxar um pouco.
Entro no balneário e ouço uns sons estranhos vindos de um dos cubiculos privados e penso:
"Lá estás tu com as tuas ideias depravadas a levar as coisas para a braguilha, tem calma que deve ser alguém com os intestinos presos a tentar resolver os seus assuntos, deixa lá o homem em paz e vai á tua vidinha..."
Diga-se a verdade, era exactamente o que eu iria fazer, seguir com a minha vida e não pensar mais no assunto...mas não me "deixaram"!...ouço logo a seguir um sonoro grito de prazer vindo do tal cubiculo , seguido de um arfar insistente e penso:
"Pooooorra!...mas será?...não... não acredito!" 
"A curiosidade sobre quem teria escolhido aquele sitio tão, apesar de privado, público, para desenrolar as suas fantasias, levou a melhor sobre mim e tive mesmo que esperar um bocadinho, para ver quem de lá saia.
Poucos minutos depois, sai-me um gajo de uns 60 anos com cara de poucos amigos, nem sequer olhou para mim,  e começa a mexer no cabelo para se compor um pouco... sem lavar as mãos. Com a cara toda vermelha devido ao esforço desenvolvido, continuou, calmamente, sem lavar as mãos, a pentear-se com os dedos.
Não, não estava mais ninguém no cubiculo, era mesmo só ele, vamos chamá-lo de...Senhor X!...e se dúvidas restassem, o que eu vi no cubiculo, depois de ele sair, tirou-mas todas!
Resta acrescentar que o Senhor X  voltou calmamente ao seu posto de trabalho, no qual manuseia alimentos que serve aos clientes...sem lavar as mãos e a suarcomo um porquinho.
Não tenho nada contra o chamado prazer solitário, mas há que ter um pouco de brio e profissionalismo...não estou a dizer que ele não esgalhou como um profissional, pelos sons diria que sim, mas pelo menos esperava para chegar em casa, porra!
Uma coisa garanto, quem não volta a almoçar ali, sei eu quem é...
Pouco depois, levo esta história a colegas meus e para meu espanto nenhum deles se admirou, começaram-se todos a rir e a dizer coisas do tipo:
" Com que então já conheces o Punho de Ferro?..."
"Ele faz isto muitas vezes..."
Revolto-me contra a situação e condeno-o várias vezes,  o homem bem podia fazer aquilo noutro lado.
A resposta dos colegas: "Tu também és lixado!..."...EU sou lixado???
Quer dizer vêm esgalhar para o trabalho, não lavam as mãos, servem depois os clientes, todos têm conhecimento, ninguém faz nada e... EU SOU LIXADO?!!!

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